A realidade para uma filha de Santa Clara é a que está no Evangelho: “O Reino de Deus é semelhante a um negociante que procura pérolas preciosas. Encontrando uma de grande valor, vai, vende tudo o que possui e a compra.” (Mt 13,45-46)

Reflexões




(04/10/2013)
Palavras do Santo Padre Francisco às Irmãs Clarissas em Assis
"As irmãs de Clausura são chamadas a ser muito humanas"


Capela do Coro da Basílica de Santa Clara, Assis
04 de outubro de 2013

 


 

 

Eu pensava que esta reunião fosse como fizemos duas vezes em Castel Gandolfo, na sala capitular, com as irmãs, mas, confesso-lhes, não tive coragem de despedir os Cardeais. Façamos assim.
 

Bem, agradeço-lhes tanto pela acolhida como pela oração pela Igreja. Quando uma irmã na clausura consagra toda a sua vida ao Senhor, acontece uma transformação que escapa ao nosso entendimento. Normalmente pensamos que esta irmã se torna isolada, sozinha com o Absoluto, sozinha com Deus; é uma vida ascética, penitente. Mas esta não é a estrada de uma irmã de clausura católica, nem cristã. A estrada passa por Jesus Cristo, sempre! Jesus Cristo é o centro de sua vida, de sua penitência, de sua vida comunitária, de sua oração e também da universalidade da oração. E por esta estrada acontece o contrário daquilo que se pensa sobre uma ascética irmã de clausura. Quando uma irmã vai pela estrada da contemplação de Jesus Cristo, da oração e da penitência com Jesus Cristo, torna-se muito humana. As irmãs de clausura são chamadas a ser muito humanas, de uma humanidade como a da mãe Igreja; humanas, compreendendo todas as coisas da vida, pessoas que compreendem os problemas humanos, que sabem perdoar, que sabem pedir ao Senhor pelas pessoas. A sua humanidade. E a sua humanidade vem por esta estrada, a Encarnação do Verbo, a estrada de Jesus Cristo. E qual é o sinal de que uma irmã é humana? A alegria, a alegria, quando há alegria! Sinto tristeza quando encontro irmãs que não são alegres. Talvez até sorriam, mas com o sorriso de um comissário de bordo. Mas não com o sorriso da alegria, daquela alegria que vem de dentro. Sempre com Jesus Cristo. Hoje na Missa, falando do Crucifixo, dizia que Francisco o havia contemplado com os olhos abertos, com as feridas abertas, com o sangue que jorrava. E esta é a sua contemplação: a realidade. A realidade de Jesus Cristo. Não idéias abstratas, não idéias abstratas, porque ficam somente na cabeça. A contemplação dos estigmas de Jesus Cristo! É a estrada da humanidade de Jesus Cristo: sempre com Jesus, Deus-homem. E por isto é muito bonito quando as pessoas vão ao locutório dos mosteiros e pedem oração e falam sobre seus problemas. Tantas vezes a irmã não diz nada de extraordinário, apenas uma palavra que lhe vem da contemplação de Jesus Cristo, porque a irmã, como a igreja, está no caminho de ser perita em humanidade. E esta é a sua estrada: não espiritual demais! Quando sou espiritual demais, penso na fundadora dos mosteiros concorrentes de vocês, Santa Teresa, por exemplo. Quando vinha a ela uma irmã, oh, com essas coisas... dizia à cozinheira: “dá-lhe um bife!”. Sempre com Jesus Cristo, sempre. A humanidade de Jesus Cristo! Porque o Verbo veio na carne, Deus se fez carne por nós, e isto dará a vocês uma santidade humana, grande, bonita, madura, uma santidade de mãe. E a Igreja quer vocês assim: mães, mãe, mãe. Dar vida. Quando vocês rezam, por exemplo, pelos sacerdotes, pelos seminaristas, vocês têm com eles uma relação de maternidade; com a oração ajudam-lhes a se tornarem bons Pastores do Povo de Deus. Mas recordem-se do bife de Santa Teresa! É importante. E isto é o principal: sempre com Jesus Cristo, as chagas de Jesus Cristo, as chagas do Senhor. Porque é uma realidade que, após a Ressurreição Ele as levou consigo.
 

E a segunda coisa que quero lhes falar, brevemente, é sobre a vida comunitária. Perdoem-se, suportem-se, porque a vida de comunidade não é fácil. O diabo se aproveita de tudo para dividir! Diz: “Eu não quero falar mal, mas...”, e começa a divisão. Não, isto não é bom, porque a divisão não leva a nada. Cultivem a amizade entre vocês, a vida de família, o amor. E que o mosteiro não seja um Purgatório, que seja uma família. Os problemas existem e sempre existirão, mas, como se faz numa família, é preciso procurar a solução com amor; não destruam esta, para resolver isto; não façam competição. Zelem pela vida de fraternidade, porque quando se vive bem a vida de comunidade, em família, o Espírito Santo se faz presente, o Espírito Santo está no meio da comunidade. Estas duas coisas quero lhes dizer: a contemplação sempre, sempre com Jesus; Jesus, Deus e homem.  E a vida de comunidade, sempre com um coração grande. Deixando passar, não se gloriar, suportar tudo, sorrir com o coração. E o sinal é a alegria. E eu peço para vocês esta alegria que nasce da verdadeira contemplação e de uma bonita vida comunitária. Obrigado! Obrigado pela acolhida. Peço que rezem por mim, por favor, não esqueçam! Antes da bênção, rezemos à Nossa Senhora: Ave Maria …
 








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