A realidade para uma filha de Santa Clara é a que está no Evangelho: “O Reino de Deus é semelhante a um negociante que procura pérolas preciosas. Encontrando uma de grande valor, vai, vende tudo o que possui e a compra.” (Mt 13,45-46)

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(15/08/2013)
Papa Francisco se encontra com as Clarissas de Albano-IT
Alegria e honra para toda a Ordem de Santa Clara


Francisco às Irmãs Clarissas: se Pedro fecha as portas do Paraíso, Maria as abre

  

Cidade do Vaticano (RV) - Antes da missa celebrada nesta quinta-feira em Castel Gandolfo, o Santo Padre encontrou as Clarissas do Mosteiro de clausura de Albano. O encontro durou cerca de quarenta e cinco minutos. A Rádio Vaticano entrevistou a Madre abadessa, Maria Assunta Fuoco, e a Madre vicária, Irmã Maria Concetta. Madre Assunta: como foi o encontro com o Papa?
 

Madre Maria Assunta Fuoco:- "É difícil expressar os sentimentos que vivemos neste breve, mas intenso encontro, porém, o Santo Padre deixou-nos o seguinte: exortou-nos a viver profundamente a nossa vocação permanecendo fiéis ao nosso carisma, portanto, naquela simplicidade, naquela busca de essencialidade, naquela pobreza que nos faz sentir, todas, irmãs. Portanto, esta busca forte de viver uma relação fundada no amor do Senhor. É um pouco aquilo que a pessoa do Papa Francisco expressa: uma humanidade muito rica, uma humanidade que não se detém no acessório, mas busca a profundidade, criando relação. São palavras que ele nos disse, o seu estar no meio de nós, muito simples, mas aquela simplicidade que revela uma profundidade muito forte. Portanto, é um momento que é difícil expressar verdadeiramente! Porém, foi uma alegria e uma força que chama ainda mais a uma responsabilidade autêntica, verdadeira, da nossa resposta ao Senhor pela Igreja e pelo Santo Padre."

 

 

RV: Irmã Maria Concetta, o que mais a impressionou do encontro com o Papa?


Irmã Maria Concetta:- "Contou-nos uma coisa simpática, bonita, que nos fez a todos sorrir, inclusive ele mesmo: Maria está à porta do Paraíso; São Pedro nem sempre abre a porta quando chegam os pecadores e, então, Maria sofre um pouco, porém, permanece ali. E à noite, quando se fecham as portas do Paraíso, quando ninguém vê e ouve, Maria abre a porta do Paraíso e deixa entrar todos. Eis que nisto vimos a nossa missão, a nossa vocação. Esta vocação à vida contemplativa, na clausura, hoje não é absolutamente compreendida, mas não importa! Qual é a essencialidade? Qual é a finalidade desta vida, desta vocação? Creio que seja justamente isto. E hoje o Papa em poucas palavras nos disse isso. No silêncio, na escuridão, na noite, quando ninguém vê, ninguém sabe, ninguém ouve, quanta gente passa diante dos mosteiros de vida contemplativa e nem mesmo sabe quem está lá dentro e porque estão ali! Neste silêncio, nesta noite, se realiza a nossa missão, ou seja, poder abrir as portas do Paraíso para que toda a humanidade possa entrar, todos os homens, irmãos e irmãs que talvez nem mesmo conheçam, nem mesmo saibam e talvez não tenham o dom fé. Como Maria, abrir a porta; dar novamente confiança, esperança. Ninguém sabe... mas não importa. Porém, Deus o sabe, o sabe Maria!" (RL)
 








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